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Francesinhas no Porto: 12 restaurantes para devorar esta iguaria

O Regaleira nasceu em 1935 no edifício da Rua do Bonjardim, onde ainda hoje se encontra, no comando de Abrantes Jorge e Antônio Passos. Com o seu genro Antônio Passos decidindo abrir um restaurante, não se sabendo quem desafiou quem. É por isso que as outras Francesinhas não são consideradas concorrência. “Somos convidados para todos os festivais, porque a origem do prato é consensual, mas nunca vamos a nenhuma.

  • Se habita na cidade do Porto ou nos seus arredores, então é bem possível que seja um grande apreciador de francesinhas.
  • Quando em 2018 A Regaleira se viu obrigada a fechar portas, guardou consigo um dos grandes segredos da cidade do Porto.
  • A pouco tempo o restaurante passou por uma fase ruim, mas agora está bem.
  • O restaurante A Regaleira abriu as portas em 1934, começou a servir francesinhas em 1952 e manteve-se sempre na mesma família.
  • Posto o diminutivo, o resultado final ficou “Francesinha”, tal como todos conhecemos hoje.

No início era comida à mão a “francesinha poveira”, como se fosse uma sanduíche. Mas, atualmente há quem lhe junte mais molho e tenha de a comer de faca e garfo. E, por muitas histórias que se contem, a criação da francesinha é atribuída ao emigrante Daniel David Silva, que foi empregado de A Regaleira, o primeiro restaurante a servir a francesinha, em 1950. Pão bijou, carne assada, fiambre, salsicha, linguiça e queijo são os ingredientes que compõem a combinação típica do Norte de Portugal. "A Regaleira" é um restaurante cheio de histórias e paladares portuenses. Apesar de nunca ser unânime uma lista com as melhores francesinhas, não poderia faltar neste roteiro o restaurante O Afonso.

Mário Mesquita, Diretor do Hotel Porta Nobre, no Porto, em Entrevista à Revista P´rá Mesa!

Não tem ovo nem batatas fritas, mas há outros detalhes que saltam à vista. Aqui o pão não é pão de forma, é um biju alargado com um formato específico e que continua a ser feito pelos mesmos fornecedores desde o início. Quem espera encontrar bife pode desistir porque a carne é perna de porco assada. Ah, e o molho, claro, é uma receita especial, deixada pelo próprio inventor desta iguaria. Daniel, recém-chegado ao novo trabalho, resolveu criar uma nova sandes para aproveitar as carnes e os fumados portugueses. Para cobrir, criou um molho forte e picante ao qual chamou de francesinha, porque gostava da elegância das mulheres francesas e as achava “picantes”.

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Ora, portanto, podíamos descrever a mulher francesa comosendo mais picante em comparação com a mulher portuguesa, tendo então mais aver com o molho da francesinha de origem ultra picante. Podemos dizer queDaniel David da Silva, por homenagem à mulher francesa, assim decidiu o nome dasua criação. Também na Póvoa de Varzim, mais a norte do país, a francesinha existe, mas sob outro formato. Diz-se que, em 1962, a casa Guarda-Sol, na Póvoa de Varzim, imitou as francesinhas, mas com um pão em formato de cacete, barrado por dentro com o molho picante. A receita do molho criado para o restaurante, que é a verdadeira, está guardada num cofre. São poucas as pessoas do restaurante que a conhecem, razão pela qual não há como descrevê-la na perfeição.

A qualidade dos seus produtos nota-se em cada garfada, pelo que não é de estranhar que este seja um dos lugares mais famosos em qualquer roteiro gastronómico dedicado à nossa iguaria. Com uma localização privilegiada, mesmo ao lado do Coliseu do Porto Ageas (uma das salas mais emblemáticas da cidade), o espaço acolhedor também é outro fator apelativo. Fizeram da Regaleira um restaurante dealta, sempre em vista a cozinha tradicional portuguesa e o atendimentoclássico. Subscreva a nossa newsletter para receber as novidades e o melhor da sua cidade. A casa foi recentemente alvo de remodelação, tendo-se modernizado sem perder o aparência, por ser um dos mais antigos restaurantes do Porto.

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“A maior parte das vezes, são os empregados que a contam e as pessoas ficam contentes por estarem no local onde a Francesinha nasceu”. É por isso que o Regaleira está começando um pequeno espaço expositivo sobre a história do petisco e do próprio restaurante. Por isso, quando fez o molho forte chamou-lhe Francesinha porque as francesas são picantes”. Para quem ficou curioso sobre a história original da francesinha, podemos dizer em traços gerais que a receita foi inventada por Daniel David Silva. Este barman foi descoberto por António Passos numa das suas viagens pela Europa.

A Francesinha tornou o Regaleira indiscutivelmente mais popular. Ocupado com os outros negócios familiares, Antônio Passos tornou-se sócio de dois dos seus empregados, Manuel Ferreira e Augusto Marinho. Ainda hoje, apesar da saúde muito debilitada, continuam a ser sócios da nova geração da família Passos. Manuel não esteja aqui hoje, porque ele tem muitas histórias e é um personagem ícone, e o rosto do Regaleira”, lamenta Francisco Passos.

O Porto deve à Regaleira uma parte importante da sua identidade gastronómica. francesinha perto da Ribeira Porto Foi aqui que Daniel David da Silva, um emigrante regressado da França, inventou a francesinha. Conta-se que Daniel era um mulherengo e que para homenagear as mulheres francesas — que já usavam mini-saias e eram mais atrevidas do que as portuguesas —, criou uma sanduíche especial. A moda pegou, os clientes começaram a pedir-lhe aquele lanche ainda sem nome e só a meio da década de 50 é que o prato terá entrado em definitivo para o menu do restaurante. No que toca à francesinha, esta original é um pouco diferente das versões que nos habituámos a ver.